Meu terreiro é o meu palco.

Meu palco era as rodas de capoeira e os terreiros de umbanda das encruzilhadas de Belém do Pará. Meu canto, minha curiosidade e até meu silêncio, quem sabe, sussurrou aos ventos do norte. E quem me conhece sabe... Cantei aos ouvidos das putas, bêbados e dos malandros da baixada... ‘Sarava’ Zé Pelintra, pai malandro, sempre chamado pelas vozes mandingueiras, sofridas das ruas do Bengui, bairro perigoso lá do Norte. Eu sou Fogo sarará criolo e se por fora pareço frio saiba que no meu peito queima o fogo do dragão que São Jorge combateu “Ogum iê”, Meu pai O dragão não morreu ele vive dentro de mim, queimando minha lógica me mostrando que ainda há um sopro quente vindo do norte que aquece minha alma...
Escrito por doronguinho às 14h59
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Para ISA.
O homem é um grão na imensidão da terra
E não erra quem diz que a terra inteira é um grão de poeira no universo E que meu verso é nada comparado a tais grandezas Mas, digo com certeza meu verso comparado a vida tem auto valor. Pois a de ficar quando minha vida se for, então me respondão, por favor: Qual o valor mais alto? O universo? A terra? A vida ou o verso? É verdade que o homem é um grão na imensidão da terra, Mas é um grão que guarda em si a vida o amor e o verso, Então se dá o reverso o grão de pó ganha grandeza E nós ganhamos a certeza que a poesia indica as eras do universo passa E o homem que ama fica.
Escrito por doronguinho às 14h12
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